segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Faça um favor: Morra!

Casa escura. Casa escura demais. Casa escura pra cacete. Ela não deveria estar assim, já que Harry disse que estaria em casa, onde ele estava? Merda. Entrei em casa e fiz meu caminho direto até o interruptor, mas a desgraça não funcionou. Tá, não tem graça. Escutei passos.

- Tá bom, quem tá ai? - escutei uma risada baixa. - Não tem graça! Deus, o que eu fiz pra merecer isso?

Caminhei às cegas e parei assim que senti o primeiro degrau da escada tocar meu pé. Cegamente tateei o ar na tentativa de encontrar o corrimão. Tentativa falha. Me apoiei na parede e comecei a subir as escadas em silêncio, até prendi a respiração. Quando cheguei ao topo da escada e fiz menção de ficar de pé, bati de frente à alguma coisa, melhor, a alguém. Tudo foi muito rápido. Eu gritei de pavor e dei um passo pra trás - vale ressaltar que foi um passo em falso e que eu rolei escada a baixo.

- (S/N)! - escutei Harry gritar e as luzes se acenderam. Meu estado deplorável foi constatado: Estava de pernas para o ar, de cabeça pra baixo. Detalhe que eu estava de saia, e minha calcinha provavelmente estava aparecendo, porque eu só consegui escutar a gargalhada alta e sonora dele. - Amei a calcinha de gatinhos.
- Vai se ferrar! Mas antes me levanta daqui. - eu disse e ele me ajudou. - Viado. Desgraçado. Maldito. Passivo. Filho da mãe. Pinto pequeno. Broxa. - eu falava enquanto o socava.
- Opa! Broxa não. - ele disse segurando meus pulsos e me roubou um selinho. - Me desculpa, mas foi tão engraçado!
- Não fode. - empurrei-o
- Só você, meu amor.

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